domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 10


Pela estrada do teu corpo caminham

os dedos que de mim se volteiam,

ansiosas garras de fogo bravo

presas nos lábios que se rodeiam.







Sobre a flor negra do teu sexo me precipito

numa velocidade ébria e possante,

o estorvo meigo que em mim cresce

é como uma língua de carne escaldante.







E por fim os corpos se entrelaçam

numa berma tenra de lençol,

e nos murmúrios longos que se apressam

para ti eu subo em forma de caracol.







E sobre a tua carne eu quero morrer

cravando gritos de fogo bravo,

extasiado num sonho só meu,

para sempre este eterno teu escravo.

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