Pela estrada do teu corpo caminham
os dedos que de mim se volteiam,
ansiosas garras de fogo bravo
presas nos lábios que se rodeiam.
Sobre a flor negra do teu sexo me precipito
numa velocidade ébria e possante,
o estorvo meigo que em mim cresce
é como uma língua de carne escaldante.
E por fim os corpos se entrelaçam
numa berma tenra de lençol,
e nos murmúrios longos que se apressam
para ti eu subo em forma de caracol.
E sobre a tua carne eu quero morrer
cravando gritos de fogo bravo,
extasiado num sonho só meu,
para sempre este eterno teu escravo.
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