domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 28


Nos olhos do Homem

correm as águas sujas

da amargura,

as amargas falhas

que corrompem a alma.





Nos olhos do Homem

surge a efémera luz

dum fado incerto,

os incertos destinos

que corrompem a alma.





Nos olhos do Homem

cresce o fulgor

da insatisfação,

as insatisfeitas vontades

que corrompem a alma.





Os olhos do Homem

cantam suspiros etéreos

de paixão,

neles ardem fogos imensos

que corrompem a alma.

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