domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 24


a minha mãe







A ti mulher,

A ti que ao prazer me confiaste,

E no ventre do teu refúgio

Onde sempre me acolheste;





A ti mulher,

A ti a quem vingaste a essência

De ser mulher,

E ao mundo pariste

Mundos inteiros de mim;





A ti,

Mulher de doido amor

Que nua do nada me fizeste,

A ti

Eu devo tudo!





Sim, a ti,

Mulher a quem nunca soube falar,

Mãe a quem nunca soube amar.

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