a minha mãe
A ti mulher,
A ti que ao prazer me confiaste,
E no ventre do teu refúgio
Onde sempre me acolheste;
A ti mulher,
A ti a quem vingaste a essência
De ser mulher,
E ao mundo pariste
Mundos inteiros de mim;
A ti,
Mulher de doido amor
Que nua do nada me fizeste,
A ti
Eu devo tudo!
Sim, a ti,
Mulher a quem nunca soube falar,
Mãe a quem nunca soube amar.
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