terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 51


É como um cofre de beijos feito sonho

essa tão rara flor alvissíma

que de teu seio pende em voga.





E as lágrimas que choro,

ninguém as vê brotar dentro da alma.





Onde antes havia o rir

       das primaveras,

resta-me a triste boca dolorida

                                                de nadas.





Desde que em mim nasceste

teus olhos têm tons de pedra

                                                 rara...

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