domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 9


Penso

que não existo,

porque

se existisse,

eu

não era eu,

era antes

aquele que não sou

e que deveras

quero ser.

E mais digo ainda

que,

por ser quem sou

haveria de gostar de ser

quem não sou,

ou, talvez,

ser quem sou

e gostar de não gostar...



de ser eu.

Sem comentários:

Enviar um comentário