Penso
que não
existo,
porque
se
existisse,
eu
não era
eu,
era
antes
aquele
que não sou
e que
deveras
quero
ser.
E mais
digo ainda
que,
por ser
quem sou
haveria
de gostar de ser
quem
não sou,
ou,
talvez,
ser
quem sou
e
gostar de não gostar...
de ser eu.
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