terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 37


Dos inventivos sonhos

nos quais me afundo,

decrescem-me as enraizadas ânsias

de labirínticas necessidades,



e dos aleatórios ensaios

que deles desfruto,

crescem-me as asas

das sugestivas confluências

às quais o corpo se entrega,



e nesses sonhos

onde exasperam metáforas de equívocos

que se satisfazem,

resta apenas

a nostalgia de adormecer de novo

e inventar-te outra vez.

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