domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 12


Vieste a voar no vento

na ereção alada

das tuas asas,

e nada mais era

senão o meu lamento,

o imenso mar

que abraçavas.







Vieste coberta de abraços

numa apetência histérica

de animal,

e de corpo nu em riste

amei teus braços

onde nenhuma boca

tem sabor igual.







Vieste bem rente junto à terra,

de seios nus

a voarem enlaçados,

e na carne branca

aveludada de teu ventre,

meus dedos ficarem

em ti poisados.

Vieste a cantar num riso mudo

onde jaz o arfar

desta farsa,

e na calma

que me prende a tudo,

em ti me deixo

cair em graça.







Vens de um sonho...

que me despedaça.

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