domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 29


De manhâ,

quando ao corpo retorno

após noites de amor sem bocas esmagadas,

a vitória brusca logo se esvai,

e sangram-me os sentidos

por não ter rasgado ventres de cetim

nem emaranhado em estátuas de carne,

por não ter encardido lábios vermelhos

nem desfraldado as bandeiras do espasmo.

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