terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 50


Está cheio de palavras

este coração que ao silêncio se obriga.

E o sorriso que me deflagra

o rosto, que insiste em esconder tudo,

é feito de respostas que buscam repouso

e mais silêncio.

E arrefece-me a voz para quem

canto, para todas as falas...

E são fragéis as palavras que tenho

dentro do peito, aquelas

que se obrigam a calar.

E é tão simples

quando o sono me despe em colares de movimentos

e não de palavras.

Essa é a falha mais próxima

que em mim conheço e que

de mim mereço...

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