terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 35


Cala-se-me a boca

com o silêncio dos teus olhos

quando te desfazes em miríades

de gritos que não perambulam,

de gritos que já não se ouvem...





E cala-se-me a vontade

na vastidão do teu corpo frio

quando me enlaças em amplexos

de beijos que não rumorejam,

de beijos que já não sabem a nada...





Torno-me então gigante

nos contratempos que nos unem

quando me desfaço em espirais

de silêncios que te definham,

em silêncios que já não separam nada...





Calam-se-me depois as mãos

com o vazio das tuas palavras,

a cala-se-me então o sexo

ausente na calada da tua ausência,

ausente do cordão umbilical da tua pele...

Sem comentários:

Enviar um comentário