Cala-se-me a boca
com o silêncio dos teus olhos
quando te desfazes em miríades
de gritos que não perambulam,
de gritos que já não se ouvem...
E cala-se-me a vontade
na vastidão do teu corpo frio
quando me enlaças em amplexos
de beijos que não rumorejam,
de beijos que já não sabem a nada...
Torno-me então gigante
nos contratempos que nos unem
quando me desfaço em espirais
de silêncios que te definham,
em silêncios que já não separam nada...
Calam-se-me depois as mãos
com o vazio das tuas palavras,
a cala-se-me então o sexo
ausente na calada da tua ausência,
ausente do cordão umbilical da tua pele...
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