A noite
é a simples companheira
das minhas
lentas
bebedeiras,
dos meus
egoísmos solitários,
daquilo no qual
me esqueço
que
sou só,
que
não sou nada,
que
talvez
não venha a ser nada.
A noite
é a amante cordial
dos meus caprichos,
a cama
desfeita
das minhas ilusões,
o
orgasmo completo
das minhas inibições,
o
desespero irracional
das teias da minha imaginação;
ela é
o vácuo infindo
e o
fim prévio;
a
morte ao nascer o dia.
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