terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 32


A noite

é a simples companheira

das minhas

             lentas bebedeiras,

dos meus

             egoísmos solitários,

daquilo no qual

me esqueço

             que sou só,

             que não sou nada,

             que talvez

                        não venha a ser nada.









A noite

é a amante cordial

dos meus caprichos,

             a cama desfeita

das minhas ilusões,

             o orgasmo completo

das minhas inibições,

             o desespero irracional

das teias da minha imaginação;

ela é

             o vácuo infindo

             e o fim prévio;



             a morte ao nascer o dia.

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