No fio
azul do cigarro
encontro-me,
então,
a
sonhar,
a
desvendar as raizes
cruas
dos
sentidos,
a
desmantelar enganos,
a
sobreviver résteas de passados
sofridos,
a
desenganar-me
de tudo quanto
me envolve,
de tudo quanto as
minhas mãos
não podem tocar.
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