terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 48


Não tenho nada

a que me agarrar,

nem uma sombra sequer

a quem me possa encolher

e nela esconder.

São frágeis as palavras

que ao ar a sós sussurro —

volteios que se perdem

esparsados;

e entre o riso mudo

que grito

e o grito seco

que se afunda,

um sonho só por mim acima

se espalha,

indiferente a qualquer um

que se preza em ser um ser

a ser aquilo que é...

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