Não tenho nada
a que me agarrar,
nem uma sombra sequer
a quem me possa encolher
e nela esconder.
São frágeis as palavras
que ao ar a sós sussurro —
volteios que se perdem
esparsados;
e entre o riso mudo
que grito
e o grito seco
que se afunda,
um sonho só por mim acima
se espalha,
indiferente a qualquer um
que se preza em ser um ser
a ser aquilo que é...
Sem comentários:
Enviar um comentário