terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

poema 47


Houve um tempo

em que as palavras voavam

infinitas,

em delicados acasos

de um vício imaginário;





E houve um tempo

em que estive próximo de ti,

perdurável no meu esforço,

incansável no meu

chamamento;





E houve um tempo

em que as palavras deixaram de soar

estridentes,

em que o vício se tornou finito,

em que as nuvens se quebraram

aflitas.

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