Ao longe se aglomeram,
em torno
da alva que se apressa,
ostensivas sombras
que deslizam,
nessa imensa pressa
que arrasta
e estilhaça
para o rosto da rua,
os cadáveres
que de insónias
galopantes,
foram, então,
amantes
e, agora,
que pouco a pouco se vai embora,
arrogantes
e sem demoras,
olvidando o incerto
do presente,
que é mais trabalho
e que deveras
sente
e não mente,
num corpo que foi amado
e, agora,
descansado,
é um possesso para o trabalho,
imenso
em valia,
mas, traído,
em pelo menos,
em tudo quanto fazia
e lhe era dado
a entender,
que
mal nenhum havia.
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