Para
sempre agora eu me estendo
como se
a carne de nada me valesse,
trespasso
as correntes que me prendem
e vivo
no sangue que me sustenta.
E
voam-me os braços ao longo de mim
como se
de verdes raízes fossem,
o frio
que me corta demasiado —
os
ramos que crescem já trespassados.
E vêm
agora em silêncio
as
vagas do mar que jaz em volta,
na
carne já não me ressoa nada —
é antes
um mudo grito quem me abraça.
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