domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 25


Para sempre agora eu me estendo

como se a carne de nada me valesse,

trespasso as correntes que me prendem

e vivo no sangue que me sustenta.





E voam-me os braços ao longo de mim

como se de verdes raízes fossem,

o frio que me corta demasiado —

os ramos que crescem já trespassados.





E vêm agora em silêncio

as vagas do mar que jaz em volta,

na carne já não me ressoa nada —

é antes um mudo grito quem me abraça.

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