Levo sempre os lábios
aos teus,
quando,
por vezes,
o corpo se desfalece
num intrépido
lamento
que ninguém,
ou, mesmo eu,
aguento.
E quando tu,
que num abraço
quente
me apertas,
suplicando instantes
tão distantes,
lento em ti me deixo
navegar,
abocanhar-te os lábios
que de sábios
me apertam
sem pressa,
na fogosa rebelia
de um beijo,
escasso eu
que, ao mundo vivo,
regresso.
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