domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 4


Levo sempre os lábios

aos teus,

quando,

por vezes,

o corpo se desfalece

num intrépido

lamento

que ninguém,

ou, mesmo eu,

aguento.

E quando tu,

que num abraço

quente

me apertas,

suplicando instantes

tão distantes,

lento em ti me deixo

navegar,

abocanhar-te os lábios

que de sábios

me apertam

sem pressa,

na fogosa rebelia

de um beijo,

escasso eu

que, ao mundo vivo,

regresso.

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