domingo, 12 de fevereiro de 2012

poema 8


Para que sinta que tu me ouças,

terei de subir bem alto

ao cume de mim próprio,

encher o ar de vários gritos

e gritar bem alto

estes desejos malditos.







Para que diga o que não tenho dito,

voarei em céu aberto

aos confins de ti própria,

perder-me-ei no encanto deste canto

elevado bem ao alto,

este coração que jaz em pranto.







Para provar o que de ti desejo,

serei escravo que se crucifica

desolado na tua carne,

beberei águas de má sorte

e prender-me-ei à tua pele,

nem que me entregue à aterna morte.

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