Para que sinta que tu me ouças,
terei de subir bem alto
ao cume de mim próprio,
encher o ar de vários gritos
e gritar bem alto
estes desejos malditos.
Para que diga o que não tenho dito,
voarei em céu aberto
aos confins de ti própria,
perder-me-ei no encanto deste canto
elevado bem ao alto,
este coração que jaz em pranto.
Para provar o que de ti desejo,
serei escravo que se crucifica
desolado na tua carne,
beberei águas de má sorte
e prender-me-ei à tua pele,
nem que me entregue à aterna morte.
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