É quente o silêncio
das
tuas mãos
quando procuro conforto
no teu cobertor,
e um homem pode sempre
dançar
na ânsia que faz o instante,
na ânsia em que fica parado sem voz,
fixo num tempo onde as imagens circulam
voláteis
no
duro silêncio que jaz
dentro
de si.
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