Sou como um pássaro
que de súbito
irrompe
a voar de margem
para margem
em comentários
oportunos,
as multiplicadas
cúspides
do
seu ego.
Sou como o céu
que se desfaz
em chuva
e que de novo
reflui,
como a maré,
o arremesso laivo
do azul cristal.
Sou um mundo
de pequenos
mundos,
sou as vagas edificadas
das estéries
vergonhas,
sou as vagas edificadas
das convulsas
miragens —
sou um homem de senso comum,
um homem,
nada mais
que um homem...
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